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Publicidade, propaganda e planejamento.

Senso Crítico

com 10 comentários

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Lembro-me de ter tido uma aula de filosofia quando eu estava na escola sobre senso comum e senso crítico. Senso comum é quando nós pensamos igual a todo mundo, não desenvolvemos nossas próprias idéias e opiniões sobre um assunto e vamos na onda dos outros. Senso crítico é quando temos uma opinião formada, pensamos diferente e realmente criticamos algo quando não achamos correto.

E é sobre o senso crítico que eu queria falar hoje. Não o senso crítico na hora de criar campanhas ( que é muitíssimo importante também), mas sim sobre o senso crítico de analisar as que vemos por aí.

Diariamente nos deparamos em nossos Google Readers, blogs e Twitters da vida com ações na internet, comerciais, guerrilhas e campanhas que geralmente nos surpreendem e utilizamos como referência para criar as nossas próprias. Mas o que não fazemos com certa frequência é analisar se essas coisas que vemos são realmente boas e podem ser tomadas como referências.

Eu acho que não é certo ficar elogiando e pagando um pau pra tudo que vemos por aí.

Proponho um exercício: Ao ver uma campanha na internet, tire 1 minuto para analisá-la. Analise se ela realmente atinge seu objetivo, se ela fará as pessoas participarem, se ela provocará emoções, se ela reforça o posicionamento da marca, se ela traz resultados, se ela não poderia ter outros desdobramentos e execuções bem melhores. Você vai descobrir coisas muito interessantes.

Quer um exemplo prático disso?

Quando a nova propaganda do Spacefox da Volkswagen foi ao ar, todos ficaram de boca aberta. O cachorro-peixe conquistou os publicitários e os telespectadores que paravam pra ver o comercial quando ele passava.

Porém, se você perguntasse pra qualquer pessoa de qual carro se tratava aquele comercial ninguém sabia responder. É impressionante. Fiz isso com várias pessoas que conheço e ninguém lembrava o nome do carro do bendito comercial do cachorro-peixe.

Confira o comercial aqui:

É disso que eu estou falando. Às vezes as coisas parecem lindas, maravilhosas mas na verdade não vendem o produto, não geram participação e nem resultados. É dinheiro jogado fora.

E digo mais, se analisarmos campanhas com mais profundidade, isso nos ajudará a melhorar nossa capacidade de analisar e criticar tudo o que estamos criando e planejando para os nossos clientes. Senso Crítico está ligado a ‘diferenciação’ e isso é primordial em nosso dia-a-dia.

Por isso eu apelo: Publicitários, vamos ter mais Senso Crítico em nossa profissão. Vocês vão ver como isso vai nos tornar profissionais melhores.

Pensem nisso! ;)

PS1: Fui no evento Mi Case Su Case do Grupo de Planejamento semana passada. O evento foi bom e eu acabei não postando aqui no blog =/
Porém, vocês podem ver um post resumão no próprio blog do GP.

PS2: Esse insight veio de uma conversa que meu irmão teve com o André Matarazzo.

PS3: Esse post não é sobre o filme do cachorro-peixe. Esse post é sobre todo mundo ficar babando em campanhas que não são tudo isso aos olhos do público-alvo.

Escrito por Bruno Delfino

8 Junho, 2009 às 04:30

10 Respostas

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  1. Eu uso esse mesmo exemplo com frequencia até porque esse comercial em particular deve ser um dos top5 mais veiculados nos últimos 12 meses. E em termos de eficiência te garanto que os comerciais insuportáveis das Casas Bahia deixam o cachorro-peixe no chinelo. Abx.

    Patrice

    8 Junho, 2009 em 14:21

  2. Uma formulazinha rápida para saber se a propaganda realmente funcionou de algum jeito, é perguntar pra qualquer que não entende nada de propaganda.

    Nós estamos muito condicionados a tais sensos.

    Bem lembrado Delfino.

    Microabraço.

    Tiago Moralles

    8 Junho, 2009 em 14:31

  3. Parabéns, veio.

    Você conseguiu no mesmo texto chamar seus leitores de idiotas explicando o que é senso comum (se não fosse você acho que ficaríamos nas trevas do conhecimento) e ser um idiota chegando na conclusão mais batida da história da propaganda (comercial que todo mundo comenta mais ninguém lembra da marca é coisa da década de 80, no mínimo).

    Fora que analisar é com S, bonitão. Você foi muito nas aulas de filosofia, mas esqueceu as de português.

    Bom blog, acho que vou voltar mais vezes.

    Platão

    8 Junho, 2009 em 15:39

  4. Fala Platão, o grande filósofo das antiguidades.

    Bom, apenas relembrei o conceito de senso comum e senso crítico, até pra contextualizar o que eu estava falando.

    O cachorro-peixe e os comerciais onde não se lembra o produto foi apenas um dos inúmeros outros exemplos de campanhas que todos acharam surpreendentes, mas não tiveram resultados efetivos.

    Se você lesse meu texto mais atentamente e refletisse mais sobre o assunto poderia deixar um comentário mais construtivo e compartilhar sua vasta inteligência conosco.

    Valeu pela dica do português, já arrumei os erros.

    Abs

    Bruno Delfino

    8 Junho, 2009 em 15:54

  5. Platão, manda teu CV para a gente aqui na Gringo!

    Se todo mundo, realmente, for tão inteligente, observador, correto ortograficamente, e perceptivo como você – para conseguir fazer essa associação entre o que é bom, o que é para publicitário ver e o que realmente teve ROI de uma maneira tão fácil e simples (como seu comentário mostrou) precisamos de mais “platãos” (platões?) no mercado.

    Pois sinceramente, vamos e venhamos de idiota aqui só quem acha que isso é o assunto mais batido da história ou que realmente não trabalha com publicidade (cliente \ agência).

    Por quê quem trabalha e quem entende (o que é diferente de ler blogs e mídia especializada) sabe que ainda tem muita de lição de casa para ser feita.

    Mas esse não é o seu caso, é?

    Abs,

    Thiago

    PS – nos anos 80, comercial era feito para ser lembrando mesmo. Afinal, 90% de todo filme, print ou rádio era focado no produto. Esse seu comentário caberia mais para os anos 90 e 2000. Quando o produto deu lugar as produções (bem feitas) que impactam mas não geram recall.

    Acho que o Bruno faltou nas aula de português no mesmo dia em que você faltou nas aulas de história da publicidade.

    :)

    Thiago

    8 Junho, 2009 em 16:43

  6. Bom, concordo com suas ideias! Mas vc não comentou uma coisa que devemos levar em consideração: será que as pessoas a quem vc perguntou fazem parte do público-alvo da campanha? Só isso…

    Rodrigo Corrêa

    8 Junho, 2009 em 16:47

  7. Sim, perguntei pra pessoas do público-alvo e pra pessoas que não são do público-alvo.

    Bruno Delfino

    8 Junho, 2009 em 17:14

  8. Delfino,

    Belo ponto, essa é uma necessidade publicitária de estar sempre “in” com td que está rolando e achar “du caralho” quase como forma de inclusão. Mas acredito que esse senso crítico também possa ter outra leitura: a de que é muito fácil criticar.

    As pessoas são más e adoram denigrir o êxito alheio. Vejo muitas vezes o ’senso crítico’ funcionando de forma exagerada, buscando pelo em ovo, virgula onde deveria ser ponto. A internet da voz a todos ao mesmo tempo o anonimato. Permite àqueles que não descem da cadeira para ver na rua o que realmente funciona e quem é seu target DE VERDADE, emitir opinião através da lente do fantástico mundo da publicidade conceitual. Não defendo a propaganda burra, não acho que temos que varejar. Como planejamento, temos que buscar conceitos, mas também ter o cuidado de não ser uma entrega vazia. E como críticos, temos que ser realmetne críticos… não puxa-saco, e nem pentelhos de plantão. Abs!

    PS. Platão, um bom exemplo da crítica pela crítica. Por cinal, me corije aí cazo tenha dijitado algo eradu.

    Pedro

    8 Junho, 2009 em 18:38

  9. É o que eu sempre te falei. Retroplanning é simpes, as vezes dura 2 minutos e a partir dele voce consegue mais propriedade pra falar bem, pagar pau, lamber saco, ou não.

    A discussão é válida sim.

    Rafael Paes

    8 Junho, 2009 em 18:59

  10. Retroplanning é bacana, mas eu gosto de usar a tática do Tiago Fidellis.

    Perguntar ao cobrador do ônibus, a caixa do Carrefour ou ao manobrista do vallet é sempre bacana para fazer um reality check.

    Abraços!

    Rafael Amaral

    10 Junho, 2009 em 16:33


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