Ficamos por aqui.
Depois de tantas idas e vindas do meu blog venho através deste post comunicar aos leitores que ele ficará fora do ar por 2 anos.
Como poucos devem saber, eu sou membro d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos do Últimos Dias, mais conhecida como igreja mórmon.
Estou saindo para fazer um trabalho missionário para a igreja e vou ficar 2 anos fora, sem postar no blog e no Twitter. Estou partindo no final desse mês.
Espero que vocês tenham gostado dos meus posts e que eles tenham ajudado de alguma forma.
Para conhecer mais sobre a igreja: http://www.mormon.org.br/
Para saber mais sobre o trabalho missionário: http://pt.mormonwiki.com/Missionarios_Mormons
É isso.
Vejo vocês daqui 2 anos.
Twitter Experience
Essa semana eu e meu amigo @pedrocgs resolvemos cumprir o desafio de ficar 1 semana sem Twitter. Como o próprio Pedro disse em seu ‘twitt’, decidimos ver se o Twitter mais ajuda (referência) ou atrapalha (distração).
Tirei alguns aprendizados dessa experiência e gostaria de compartilhar com vocês.
É interessante ver como uma ferramenta da web 2.0 que chegou há pouco tempo já se torna tão presente e arrisco dizer até essencial na nossa vida. Pelo menos pra nós publicitários.
Primeiro porque o Twitter é uma ótima fonte para ver o que as pessoas estão falando da sua marca. Segundo porque é uma ótima fonte para se nutrir de pensamentos e referências interessantes.
Para mim, o Twitter mudou a forma como navegamos na internet. Ele é muito mais do que uma ferramenta de relacionamento, ajuda ou entretenimento.
Nessa experiência que tive descobri o grande dinamismo que o Twitter nos proporciona. São diversos links que surgem e referências inusitadas o tempo todo. E esse grande volume de informação faz que não tenhamos uma navegação monótona e limitada na internet, mas sim dinâmica e ilimitada.
Detalhe: o dinamismo pode ser bom, mas se não for controlado pode ser muito ruim. É aquela questão da distração, que às vezes atrapalha nossa produtividade. Por isso, use com moderação.
Outra coisa bem legal que percebi é o poder do compartilhamento. O Twitter é uma das melhores ferramentas de mídias sociais para se compartilhar coisas. Hoje em dia, é bem menos freqüente você mandar links por e-mail, MSN ou Orkut. Agora você joga tudo no Twitter. É o poder do compartilhamento amplificado. Ele é a prova de que não tem como não compartilhar as coisas hoje em dia.
Muitas pessoas dizem que Twitter é perda de tempo, que acha besteira ficar falando o que está fazendo e vendo o que as outras pessoas estão fazendo. Quem acha isso é porque não entendeu que o Twitter é uma fonte de conhecimento e referências. De pessoas interessantes o Twitter está cheio, cabe a cada um de nós escolhermos quem seguir.
Ah, e meu Twitter é @bdelfino pra quem interessar.
Senso Crítico
Lembro-me de ter tido uma aula de filosofia quando eu estava na escola sobre senso comum e senso crítico. Senso comum é quando nós pensamos igual a todo mundo, não desenvolvemos nossas próprias idéias e opiniões sobre um assunto e vamos na onda dos outros. Senso crítico é quando temos uma opinião formada, pensamos diferente e realmente criticamos algo quando não achamos correto.
E é sobre o senso crítico que eu queria falar hoje. Não o senso crítico na hora de criar campanhas ( que é muitíssimo importante também), mas sim sobre o senso crítico de analisar as que vemos por aí.
Diariamente nos deparamos em nossos Google Readers, blogs e Twitters da vida com ações na internet, comerciais, guerrilhas e campanhas que geralmente nos surpreendem e utilizamos como referência para criar as nossas próprias. Mas o que não fazemos com certa frequência é analisar se essas coisas que vemos são realmente boas e podem ser tomadas como referências.
Eu acho que não é certo ficar elogiando e pagando um pau pra tudo que vemos por aí.
Proponho um exercício: Ao ver uma campanha na internet, tire 1 minuto para analisá-la. Analise se ela realmente atinge seu objetivo, se ela fará as pessoas participarem, se ela provocará emoções, se ela reforça o posicionamento da marca, se ela traz resultados, se ela não poderia ter outros desdobramentos e execuções bem melhores. Você vai descobrir coisas muito interessantes.
Quer um exemplo prático disso?
Quando a nova propaganda do Spacefox da Volkswagen foi ao ar, todos ficaram de boca aberta. O cachorro-peixe conquistou os publicitários e os telespectadores que paravam pra ver o comercial quando ele passava.
Porém, se você perguntasse pra qualquer pessoa de qual carro se tratava aquele comercial ninguém sabia responder. É impressionante. Fiz isso com várias pessoas que conheço e ninguém lembrava o nome do carro do bendito comercial do cachorro-peixe.
Confira o comercial aqui:
É disso que eu estou falando. Às vezes as coisas parecem lindas, maravilhosas mas na verdade não vendem o produto, não geram participação e nem resultados. É dinheiro jogado fora.
E digo mais, se analisarmos campanhas com mais profundidade, isso nos ajudará a melhorar nossa capacidade de analisar e criticar tudo o que estamos criando e planejando para os nossos clientes. Senso Crítico está ligado a ‘diferenciação’ e isso é primordial em nosso dia-a-dia.
Por isso eu apelo: Publicitários, vamos ter mais Senso Crítico em nossa profissão. Vocês vão ver como isso vai nos tornar profissionais melhores.
Pensem nisso!
PS1: Fui no evento Mi Case Su Case do Grupo de Planejamento semana passada. O evento foi bom e eu acabei não postando aqui no blog =/
Porém, vocês podem ver um post resumão no próprio blog do GP.
PS2: Esse insight veio de uma conversa que meu irmão teve com o André Matarazzo.
PS3: Esse post não é sobre o filme do cachorro-peixe. Esse post é sobre todo mundo ficar babando em campanhas que não são tudo isso aos olhos do público-alvo.
Apresentações
Duas apresentações bacanas que vi recentemente. As duas sobre a nova era da publicidade e a nova forma de como se comunicar com o consumidor.
Enjoy!
Fontes: CHMKT e Crackunit.com
PS: Hoje rola um evento do Grupo de Planejamento chamado Mi Case, Su Case. Vou estar lá e amanhã faço um post sobre as coisas mais interessantes.
Aprendendo com J.J. Abrams

Esse final de semana finalmente li a tão badalada edição de maio da revista Wired que contava com a participação do J.J. Abrams, criador da série Lost e diretor de filmes como Cloverfield e mais recentemente Star Trek.
Intitulada The Mystey Issue a revista conta com um artigo escrito pelo próprio J.J. Abrams, além de possuir vários puzzles, easter eggs e códigos espalhados por toda a edição.
Detectei no artigo do Abrams algumas coisas interessantes que podem ser aplicadas em nossa profissão como publicitários/planejadores e para a nossa própria vida.
Primeiro vou copiar aqui o que ele falou e comentar logo em seguida.
“O verdadeiro conhecimento se tornou algo cansativo – uma dor de cabeça desnecessária que dificulta a nossa capacidade de avançar em nossas vidas (ou até saltar para outra coisa). Conseguir alcançar o final do jogo de videogame está parecendo coisa do passado, especialmente quando nós podemos saber qualquer coisa que quisermos.”
“Trapaçear é humilhante (…) O ‘Mistério’ exige que você pare e considere – ou, pelo menos, acalme-se e descubra. É um desafio chegar lá nos termos dele, e não nos seus.
O ponto é, nunca devemos subestimar o processo. A experiência do estar fazendo algo é realmente tudo. O fim deve ser o fim dessa experiência e não a própria experiência. Então, se você ainda estiver lendo, eu digo, por favor: CAVE.”
O que eu tirei de aprendizado com essas palavras do J.J. Abrams:
- Com a tecnologia, a falta de tempo e o dinamismo do mundo em que vivemos hoje, fica difícil parar para pensar, explorar e desvendar os mistérios/problemas que cercam nossos clientes. E isso é ruim.
- Eu acho que nós devemos fazer o que o J.J. Abrams fala: cavar o mais fundo que pudermos. As vezes muitos planejadores acabam definindo caminhos errados para as marcas porque não pararam e não chegaram até o fundo do problema.
-Será que não está na hora de deixarmos de ser preguiçosos e buscar o verdadeiro conhecimento? Quebrar a cabeça para resolver aquele enigma que o cliente te desafiou? Como podemos organizar nosso tempo para poder fazer isso?
Outras citações interessantes que eu achei na matéria:
“A tecnologia nos fez ingratos. No passado, seria impensável ir em uma loja de música, comprar um álbum e chegar em casa e não ouvi-lo. Mas e hoje? Quantos de nós já baixamos álbums ou músicas que ainda estão guardadas por meses ou anos, sem serem ainda tocadas em nossa lista do iTunes?”
“Em alguns casos, spoilers não só evitam a experiência de algo, mas impedem a própria existência do mesmo.”
Para terminar, aconselho vocês a lerem aqui o artigo completo da Wired com o J.J. Abrams.
Escrevam suas opiniões nos comentários.
PS: Vejam também aqui o texto/vídeo ‘Design Strategy’ que foi postado no blog do Paul Isakson e fala sobre como ‘cavar’ e chegar na idéia certa.
Here we go again!

Fala galera, tudo certo?
Bom, primeiramente queria pedir desculpas pelo blog Falando Nisso ter ficado fora do ar um bom tempo. O servidor no qual ele estava hospedado acabou tendo problemas e o blog foi para o espaço de novo.
Como estou um pouco atolado no trabalho e não consegui manter o Falando Nisso como deveria, resolvi fazer este blog mais pessoal para postar meus textos.
Não é um blog tão profissional como o outro, mas aqui vocês vão encontrar dicas, textos e opiniões sobre planejamento e publicidade.
Pra quem quiser acompanhar o nosso amigo Marcelo Pollara, que era colaborador do Falando Nisso, pode seguí-lo no Twitter ou dar uma passada em seu blog.
É o fim do Falando Nisso, mas o começo de um novo blog. Espero que vocês gostem.
PS: Aproveitei o Feed do Falando Nisso e coloquei nesse blog. Assim, os leitores que assinavam os posts do antigo blog poderão acompanhar os textos desse.



